ALUNOS DO 10º ANO VISITAM O GEOPARK DE AROUCA

     No dia 30 de outubro de 2023, os alunos das turmas 10ªA e 10ªB foram uma visita de estudo ao Arouca Geopark, focada na disciplina de Geologia. A visita envolveu a exploração de quatro geossítios: Frecha da Mizarela, Contacto Litológico da Mizarela, Marmitas de Gigante do Caima e Pedras Parideiras, com orientação de uma geóloga do parque. 

 

 

Frecha da Mizarela:

A primeira parada foi na Frecha da Mizarela; destaca-se pela impressionante queda de água de mais de 60 metros, atraindo um grande número de visitantes. A formação dessa cascata é influenciada pelo sistema de falhas da Serra da Freita. As encostas circundantes exibem uma vegetação exuberante. A observação do miradouro revela o Granito da Serra da Freita, uma rocha mais resistente à erosão fluvial em comparação com os micaxistos presentes no leito do rio.

 

 

Contacto Litológico da Mizarela

Na segunda parada, exploraram o Contacto Litológico da Mizarela, apresenta uma coexistência de rochas granitoides e rochas de caráter xistoso, além da presença do Granito da Serra da Freita. Este granito, de textura fanerítica de grão médio, é descrito como Granito de duas micas, mas, o Moscovite predomina sobre a Biotite. Destaca-se também a presença de Micaxistos Biotíticos, que sofrem metamorfismo regional, exibindo cristais como estaurolite, andaluzite e silimanite. 

 

 

Marmitas de Gigante do Caima

Na terceira parada, as Marmitas de Gigante do Caima são formações circulares no leito do rio resultantes da erosão e transporte de sedimentos. Essas depressões se alargam e afundam, formando canais de escoamento de água, com seu tamanho aumentando à medida que se aproxima da Frecha da Mizarela, devido ao aumento do declive do rio e da velocidade da água, resultando em maior erosão. A acumulação de sedimentos provoca um movimento rápido e circular da água devido à energia cinética. Estas depressões, ao longo do tempo, aumentam, enquanto os seixos em seu interior diminuem, surgindo individualmente ou agrupadas para formar canais de escoamento de água. 

 

Pedras Parideiras

As Pedras Parideiras são rochas de Granito Nodular da Castanheira, com grão médio e duas micas, notáveis pela presença abundante de nódulos biotíticos em formato de discos biconvexos. Esses nódulos acumulam-se no solo devido à erosão, formando cavidades cobertas por uma capa biotítica. O nome originou-se pela observação local, onde a rocha maior aparentemente "paria" rochas menores. Os nódulos, de 1 a 2 cm de diâmetro, consistem em biotite, quartzo e feldspato.

A formação dos nódulos ocorre durante o resfriamento lento da rocha magmática granítica, que permite a cristalização dos minerais. A erosão desgasta a rocha, expondo os nódulos que, ao longo do tempo, se desprendem e acumulam no solo, criando as características cavidades. Este fenómeno é raro devido à combinação específica de fatores geológicos e climáticos necessários para a formação dos nódulos.

A inclusão de um vídeo 3D ajudou a compreender melhor o processo de formação das Pedras Parideiras de maneira mais interativa e envolvente.

 

A visita ao Arouca Geopark proporcionou aos alunos uma compreensão prática dos conceitos geológicos estudados em sala de aula. A colaboração da geóloga do parque foi crucial para aprofundar o entendimento, tornando a experiência envolvente.

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